
domingo, 11 de setembro de 2011
Um panorama sobre o Reggae

segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Eu não sou cachorro não - Música brega e Ditadura Militar

domingo, 28 de agosto de 2011
Roberto Carlos, Funk e Tim Maia
Eu particularmente desgosto da fase de Roberto Carlos em seu período de aplicação prática e liberdade composicional, diferente dos senhores de Liverpool que evoluíram para uma música internacional e bem elaborada, onde preferiu seguir uma linha mais suave e assumiu uma posição de Frank Sinatra ou Julio Iglesias, sendo um grande Crooner e comercialmente muito bem sucedido.
Falando dos tempos que me agradam, o LP 'Em Ritmo de Aventura' e o Seguinte 'O Inimitável', são discos muito bem elaborados, com destaque para o Orgão de Laffayette e a troca de olhares entre Roberto e o Funk americano que foi evoluindo nos discos seguintes como pode ser observado neste sucesso de 1969:
Esta música tem uma história interessante: No começo da década de 70, o síndico - Ele mesmo, Tim Maia - era um antigo conhecido de Roberto desde os tempos da banda Sputnik, na qual Roberto era o guitarrista que acompanhava Tim Maia nos vocais. Depois de morar alguns anos fora do país, onde perdeu todo o principio do programa Jovem Guarda da TV Record, Tim encontrou toda a sua antiga turma dos tempos de infância do Rio de Janeiro fazendo sucesso nas terras da garoa, ganhando dinheiro e pegando menininhas.
Esperto como era, quis logo participar da divisa do bolo. O pedaço de Tim demorou pra ser oferecido e quando este chegou veio amassado por Baalzebul, Mefistófelis, Azmodeus e toda a turma do exército daquele que carrega a luz. Passou meses tentando falar diretamente com Roberto Carlos, em vão, morando de favor com amigos sendo e sentindo humilhado. Em um desses favores, chegou a morar com o cantor paraguaio Fábio, em épocas do auge do Iê-Iê-Iê o que valia a Fábio inúmeros encontros amorosos em seu apartamento, cujo Tim aproveitava o sofá e nunca pegava ninguém devido à sua obesidade, negritude e principalmente anonimato. O amigo de Tim ainda pedia as suas groopies que só de favor dessem um pouquinho à Tim, pedido que era automaticamente rejeitado por conta dos detalhes que citei acima.
Essas situações renderam a música 'Azul da Cor do Mar' 'E na vida a gente tem que entender/Que um nasce prá sofrer/Enquanto o outro ri..'.
Nas perseguições ao Roberto, Tim conseguiu falar com Nice (Que era a senhora Roberto Carlos na época) e que se sensibilizou com a história do síndico. Nice convenceu Roberto à gravar alguma música de Tim para ajudá-lo, mas Roberto não quis gravar a música oferecida, 'Você' (Você/É algo assim/É tudo pra mim), por ela já ter sido gravada por Eduardo Araújo, anos antese se comprometeu a gravar qualquer música que Tim compusesse desde que ninguém houvesse gravado-a antes. E assim foi, na volta pra casa Tim compôs 'Não Vou Ficar' e despertou a fase Harlem de Roberto Carlos e uma nova página em sua carreira:
o Brejo do Cruz, Psicodelia e Surrealismo

Escute aqui uma das minhas músicas preferidas deste senhor, preste atenção no contrabaixo trabalhando como diríamos no Reggae, amassando o barro enquanto orgãos e violinos reproduzem o som das rabecas e compõe o cenário perfeito para uma música tipicamente única!
Uma música que caberia facilmente em um quadro de Salvador Dali, caso os quadros fossem dotados de sonoridade.
Caso uma música pudesse transformar seus sons em imagens, tenha certeza que veríamos um quadro surrealista cheio de símbolos e de desenhos compostos que se revelariam em cada vez que o víssemos.
Zé Ramalho e as Falas do Povo:
o Mistério do Pavão
Aqui a apresentação do Cearense Ednardo no Fantástico em 1976. Um som extremamente criativo, ao mesmo tempo inovador e conservador juntando o rítmo oriundo do agreste nordestino com a pluralidade sonora nos anos 70, aliado à uma letra emblemática, simbólica que casa perfeitamente com o clima misterioso da melodia.
Senhoras e senhores, com vocês, Ednardo:
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Digam: bem vindo!
Bem vindo Hammer!!!
Dust - Hard Attack 1971
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Pink Floyd, Rock Psicodélico e a arte pop
sábado, 6 de agosto de 2011
The Office - 7ª Temporada, 1º Episódio - Que música é essa??
E se você parou aqui é porquê tem um excelente gosto musical e um sensor nos ouvidos que indica: Essa música é boa e tem grande probabilidade de ter mais de 35 anos. E você estava muito certo.
Estamos falando de uma bandinha praticamente esquecida nos confins do baú musical mas quando a gente abre o baú e relembra as capas dos discos, bate aquela nostagia. Ah, os anos 60...
Estamos falando da Human Beinz (Pequenho trocadilho americano para Human Beings ou Seres Humanos). A banda começou nos idos dos anos 60s chamando-se 'The Premiers' mas mudou o nome em 1966 acreditando que o primeiro nome nada representava o sentimento coletivo daquela era. O segundo nome sim e em setembro de 1967 chegaram no Billboard Top 40 com o hit 'Nobody But Me' - justamente a usada na abertura do seriado- e que chegou ao nº 8 da lista. Veja um vídeo da performance da banda aqui:
Este som, misturando Garage/Psychedelic/Frat que você ouviu é uma versão da já bem-sucedida e homônima 'Nobody But Me' da Familia Isley - 'The Isley Brothers':
O Grupo alcançou bastante sucesso ainda no Japão com o disco seguinte pela Capital Records. 'Turn On Your Lovelight' chegou ao topo das paradas japonesas e ainda teve tempo de ser regravada por Jerry Lee Lewis e Greatfull Dead.
Com Jerry Lee Lewis
E com Greatfull Dead
Os Cinéfilos me matariam aos impropérios proferidos se eu não citasse que a música apareceu ainda em Kill Bill Vol.1 de Quentin Tarantino (Porém, inexplicavelmente não apareceu na Trilha Sonora original do filme) em 2004 e na produção de Martin Scorsese 'The Departed' ('Os Infiltrados' aqui nas Terras de Santa Cruz) em 2006. A citação nos filmes fez com que o grupo fosse praticamente obrigados a se levantar de suas poltronas em Ohio e retornar ao palcos onde permanecem fazendo revivals pela Big Apple. Se você leu até aqui esperando o Download do disco e etc, fique sabendo que isso é crime. Diga não à pirataria!
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Música Popular (Negra) Brasileira
Vinha escutando Martinho da Vila hoje, afinal nem só de Reggae vive este espaço e pensei como o negro desde sempre tem um desempenho fora do normal em qualquer atividade, sobretudo na música.
Acho que tem a ver com a própria história deste povo – Povo mesmo! Se o Judeu foi perseguido escravizado, rotulado, discriminado, exterminado e avariado, ganhou Israel, no mínimo o povo negro merecia a ilha de Manhatan só pra eles.
O Tosh explicou, uma vez em uma entrevista, sobre a origem do nome da banda que ele fundou com o Marley e o Livingston:
‘Wailers’ - ‘Wail’ é um verbo que significa exprimir os seus sentimentos vocalicamente. Quase uma lamúria, tipo ‘Bob Marley e os Lamuriadores’, ou ‘Bob Marley e os Lamentadores’ algo assim.
Já ouvi dizer que a música, a arte em geral, é uma expressão de um sentimento. Quem melhor pra exprimir um sentimento que eles?
Notadamente, esta opinião não é só minha, compartilho até com o nosso último imperador. Chamado de mecenas – Aquele que contribui financeiramente, ou até politicamente com a arte – D. Pedro de Alcantara, o Habsburgo, não o de Bragança, ou seja o Segundo mantinha em seu palácio uma orquestra composta somente de negros.
Racista? – Pensaria você, Politica Social do Império tropical?
-Não! Talento e Qualidade. Diria eu.
Veio a abolição e uma onda forte empurrou nossa gente para o fundão das grandes cidades.
Demorou um tempo até a maré baixar – É como quando você é uma criança e vai ver o mar pela primeira vez. Ele te derruba e te manda pro fundo na primeira onda, o choque é rápido e em pouquíssimo tempo você tá de volta a superfície.
É rápido quando você se lembra da cena, mas na hora lá, demorou tanto que dava pra contar as bolhas de ar saindo da sua boca ou perceber as sutis variações tônicas na cor da água acima dos seus olhos.
No contexto histórico, a retomada do ébano aos ouvidos populares foi rápido, mas pra quem sofreu o período de estagnação econo-racista foi como contar bolhas embaixo d’água, assim diria Simonal. Ninguem sabe o duro que dei! – Título do documentário de Claudio Manoel sobre o cara do Limão-limoeiro, aquele do pé de jacarandá.
No abaixar das águas, a maré revelou oculta no arrecife outrora inundado a voz e o ‘Wail’ do Martinho José Ferreira ou Martinho da Vila, Vila Isabel no norte do Rio, terra também de Noel, representante-mor e resultado clássico da história que o seu sangue carrega e faz sentir em nossos corações.
Ouvi de um músico uma vez que a música é pra se sentir. Quem não a sente não a conhece.
Não tão somente misticamente, ou sentimento abstrato mas sentimento físico. Desde que a música existe, seus sons refletem fisicamente no ser humano, é pra isso que ela sempre serviu. Vai de como batuque africano contribui para o ritual de transe até o som utilizado nas igrejas evangélicas atualmente (Veja que a prática de música nas igrejas, pelo menos da forma que vemos ou ouvimos mesmo de bem longe, vem dos negros) contribuindo para o clima desejado dentro de uma Universal por exemplo.
Note como o som de um surdo em uma roda de samba ou o roncar de um baixo nas radiolas de reggae no Maranhão fazem o seu diafragma vibrar!
Nesta mesma onda surgiu a voz do Sebastião Rodrigues, o Maia. O Tim, trouxe pra república dos Tabajaras e Tupinambás um som novo, moderno, gingado como o reggae, malandro como o samba e carregado de Wail como a melhor música negra poderia trazer. Suas letras traziam as inquietações e percepções da sua própria realidade que só quem está na mesma afinação que ele (Na mesma maré sentimental do cara) pode sentir.
Quem nunca concordou com ele alguma vez na vida com a frase:
“A gente tem que entender, que um nasce pra sofrer enquanto um outro ri..”
Seja quando você perde uma namorada ou não consegue aquele emprego que se queria bastante, ela ancaixa como prego de ferro em buraco imantado. Simplesmente porque ele também sentia algo parecido quando escreveu isso. Assim como tantos outros expoentes da nossa música, principalmente nas mesmas condições que comentei acima, e tantos outros influenciados – Assim como eu - ideologicamente, musicalmente e qualquer outra coisa que o sufixo ‘-mente’ permita.
Você pode até não gostar dos caras que apareceram neste texto, provavelmente porque nunca sentiu a música deles. Aqueles que você admira foi porque ‘sentiu’ a música. Isto não é uma crítica, somente um fato.
Fica aí um singelo Revival, um pequeno pincelar sobre as rugas da história da Música Popular (e Negra) Brasileira e parafraseando um conteporâneo desta realidade:
“Que tempo bom, que não volta nunca mais...!”
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Aswad - o Ritmo jamaicano nas terras da Rainha

segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Mr Cool Ruler
Isaacs morreu à um ano de um câncer de pulmão depois de mais de 30 anos de carreira.